Brasil, 26 de Fevereiro de 2017
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Médico dá dicas: o que fazer com os corpos estranhos no organismo

  • Escrito por  Agência Rizzo
  • Publicado no www.segs.com.br em Saúde
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Há quem não acredite na história do estudante Victor Guilherme Costa, 16 anos. A ponta do lápis quebrou e sabe o que ele resolveu fazer? “Comecei a brincar de colocá-la no canto do olho. Fechava o olho para ver até quando conseguiria segurá-la. Só que a ponta do lápis entrou e eu fiquei desesperado sem conseguir tirar. A primeira ideia foi dar uns tapas na nuca. Graças a Deus saiu. Nunca mais fiz isso”, conta sorrindo o adolescente, ciente do risco que correu.

Um corpo estranho no organismo: quem nunca passou por essa experiência? Não importa o tipo. Quase, imediatamente, ele causa incômodo. Pode ser grão de areia, semente, plástico, papel, algodão e até insetos. Esses são os mais comuns e vão parar em regiões como nariz, ouvido e garganta. Estudos, no Brasil e no mundo, tentam estabelecer a quantidade de vítimas, a idade e o sexo dos pacientes, as complicações e a localização mais frequentes. No entanto, as estatísticas variam bastante de pesquisa para pesquisa.

Só para se ter uma ideia da constância do problema, leia com atenção os dados da Secretaria de Saúde de São Paulo. Em 2012, foram 19.465 casos de retiradas de objetos estranhos. No ano anterior, houve 22.523 registros. Em 2010, as crianças, de 1 a 4 anos de idade, representaram, nas ocorrências dessa natureza, 26% dos atendimentos em hospitais. E, acredite, os médicos encontraram de tudo: moedas, pilhas, peças e baterias de brinquedos.

Em um primeiro momento, pensa-se logo em um acidente corriqueiro em crianças que, diante da curiosidade e inocência, querem experimentar tudo que pegam. E não é mentira. Elas dão esse tipo de susto. No entanto, os mais velhos também se deparam com momentos de desespero. “Com relação à orelha, as incidências são semelhantes, devido ao fato de o adulto ter a cultura de mexer excessivamente no conduto auditivo com todo tipo de material, inclusive com cotonete, e aí encontramos o algodão como corpo estranho”, esclarece o otorrinolaringologista Dr. Diego Silva Wanderley.

Especialista em otorrinolaringologia pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, o Dr. Diego integra o corpo médico da Clínica de Otorrinolaringologia Otonorte, no Distrito Federal. Ele ressalta que a identificação do intruso no organismo é possível antes de removê-lo, mas há casos em que a descoberta ocorre só após a retirada. “Na área da garganta, os relatos mais rotineiros, em adultos, resultam de uma situação normal do dia a dia: a ingestão de peixe. Todo cuidado é pouco na hora de consumir esse alimento. Isso porque as espinhas podem transformar a refeição tão agradável e saborosa num problema sério”, acrescenta.

Cada caso é um caso e, por isso, existem procedimentos específicos de primeiros socorros. Contudo, há orientações gerais que devem ser seguidas diante de situações de emergência. “A vítima e quem estiver por perto devem manter a calma e evitar tocar no objeto. Tentar retirar o corpo estranho de forma improvisada pode agravar e causar complicações que podem variar dependendo do tamanho e da posição em que o objeto fica alojado no órgão. Para se ter uma ideia, inserir inadequadamente algo no ouvido pode perfurar o tímpano – membrana. Por isso, a decisão mais coerente é ir até o pronto-socorro, de preferência, que tenha um otorrino”, esclarece o médico.

O profissional capacitado sabe a maneira e o instrumento mais adequados para realizar a remoção. Crianças inquietas e nervosas, diante do medo, e pacientes com quadro de náuseas provocado pela manipulação da laringe podem fazer com que o médico opte pela anestesia para trabalhar com mais segurança.

“Tratando-se de insetos no ouvido, a recomendação é pingar no local uma substância oleosa. Ela vai imobilizar o animal e aliviar a vítima, naquele momento. Isso porque o movimento do inseto é que incomoda. Depois, o ideal é procurar o médico, o mais rápido possível, para um exame minucioso”, destaca o Dr. Diego Wanderley.

“É importante reforçar alguns cuidados. Um deles é ficar de olho na qualidade dos brinquedos entregues às crianças. As pessoas devem também acabar com o hábito de usar qualquer material para manipular o ouvido. E, se for comer peixe, fique atento e realize uma mastigação mais lenta para facilitar a percepção do aparecimento de espinhas”, conclui.

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