Brasil, 21 de Novembro de 2017
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Obesidade e depressão, uma relação biológica

  • Escrito por  BRUNA RAMOS
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Ciência investiga como os mesmos desajustes imunológicos estão associados ao surgimento das duas doenças

Processos inflamatórios não se resumem a manifestações visíveis, como inchaço e vermelhidão. Trata-se de um processo que pode se instaurar também de forma silenciosa e crônica, relacionando-se diretamente a doenças de grande impacto para o País, como a depressão e a obesidade. Os estudos mais recentes sobre o tema mostram que pacientes acometidos por esses transtornos apresentam um aumento de marcadores inflamatórios no sangue, mesmo quando não apresentam outras doenças associadas. Por isso, esforços vêm sendo direcionados para entender como esse tipo de desajuste imunológico pode contribuir para o surgimento ou para a manutenção dessas duas enfermidades e como elas se relacionam.

Professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santo Amaro (UNISA), o médico Kalil Duailibi afirma que, no quadro depressivo, ocorre a ativação das respostas imunoinflamatórias. Por esse motivo, os pacientes podem apresentar leucocitose (aumento no número de glóbulos brancos por volume de sangue circulante), elevação de PCR (proteína C- reativa produzida no fígado, que indica inflamação no organismo), redução do número de linfócitos e da atividade de células NK (Natural Killer), e um aumento nos níveis sanguíneos de citocinas pró-inflamatórias e seus receptores. Esses sintomas são semelhantes aos manifestados por pessoas com patologias físicas crônicas, como doenças cardíacas e diabete.

Já no caso da obesidade, o tecido adiposo, antigamente visto apenas como um local de reserva de gordura e energia, passou a ser compreendido como secretor de várias substâncias importantes, entre elas hormônios e as próprias citocinas pró-inflamatórias. Ou seja, esse tecido tem sido visto nos últimos anos como sistema dinâmico, de modo que suas funções inflamatórias e endócrinas foram evidenciadas1. Dessa forma, a obesidade passou a ser caracterizada como um estado de inflamação crônica de baixa intensidade.

Sem essas descobertas, a coexistência das duas doenças em um paciente poderia ser interpretada apenas como um fenômeno comportamental: se a obesidade pode trazer abalos emocionais, baixa autoestima e isolamento social, favorecendo o desenvolvimento de quadros depressivos, por outro lado a própria depressão pode desencadear comportamentos alimentares inadequados e compulsivos que favorecem o ganho de peso, bem como minar a energia do paciente para a prática de atividades físicas. Agora, porém, examina-se a correlação de ambas as doenças em função de fatores biológicos e não apenas comportamentais.

Embora a ciência já saiba que o sistema imunológico pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento da depressão e da obesidade, o desafio agora é estabelecer se essas doenças são causas ou resultados do processo inflamatório. “Esses novos estudos dão nova luz às terapias. Muitos pacientes obesos são tratados apenas clinicamente, sem fazer relação com a depressão. O que precisamos é tratar o paciente integralmente, com combinação de medicamentos clínicos e psiquiátricos e levando em conta também a prática de atividades físicas, psicoterapia, dieta alimentar, meditação, entre outros fatores”, explica Duailibi.

Entre os mais modernos medicamentos para tratar a depressão está Pristiq (desvenlafaxina), da Pfizer, que age como inibidor de recaptação de noradrenalina (NE) e também de serotonina (5HT), substâncias do sistema nervoso que estão relacionadas aos quadros depressivos. A medicação, bem como a psicoterapia, são ferramentas essenciais para o processo de recuperação da funcionalidade do paciente, restaurando sua capacidade plena de atuação, o que envolve o retorno ao trabalho, a possibilidade de se dedicar novamente aos hobbies e o resgate dos relacionamentos pessoais, levando a uma significativa melhoria na qualidade de vida.

Referência:

1. Tecido adiposo como regulador da inflamação e da obesidade. O conteúdo pode ser acessado por meio do seguinte link: http://www.efdeportes.com/efd150/tecido-adiposo-como-regulador-da-obesidade.htm

PFIZER

Presente em 175 países, a Pfizer realiza um intenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento para melhorar a qualidade de vida das pessoas e oferecer soluções inovadoras aos grandes desafios do mundo contemporâneo ligados à saúde. Seu portfólio se concentra em sete áreas: imunologia e inflamação; oncologia; doenças cardiovasculares e metabólicas; dor e neurociência; vacinas, doenças raras e biossimilares. São 150 opções terapêuticas entre medicamentos, vacinas e os mais famosos produtos isentos de prescrição do mundo. A companhia investe por ano US$ 7 bilhões no desenvolvimento de novos tratamentos, numa empreitada que envolve 260 parceiros, entre universidades e centros de tecnologia. Em todo o mundo, a Pfizer apoia projetos sociais associados à saúde, desenvolvimento social, educação e respeito ao meio ambiente. Com 166 anos de história, dos quais mais de 60 anos no Brasil, a companhia trabalha para fazer a diferença na vida das pessoas e ampliar o alcance da população aos seus tratamentos.

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