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APTA recebe inscrições de trabalhos científicos para XI Workshop Agroenergia

  • Escrito por  Fernanda Domiciano
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Evento acontecerá entre 27 e 28 de junho de 2017

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Polo Regional de Ribeirão Preto, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), abriu inscrições para submissão de trabalhos para apresentação durante o XI Workshop Agroenergia: Matérias-primas, que será realizado entre 27 e 28 de junho de 2017, em Ribeirão Preto, interior paulista. As inscrições podem ser feitas até 10 de maio de 2017, pelo link http://www.infobibos.com/agroenergia.

O público-alvo do evento é formado por técnicos do setor sucroenergético, como usinas e cooperativas, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e produtores rurais. Desde 2012, o Workshop Agroenergia: Matérias-primas recebe submissão de trabalhos científicos. Cerca de 80 trabalhos foram escritos em 2016.

Os interessados em participar do evento podem se inscrever pelo site até 15 de março de 2017, com desconto. A expectativa é que o evento receba 400 pessoas em 2017 e mais de 100 resumos expandidos, com apresentação em pôsteres.

Workshop Agroenergia: Matéria-prima

O Workshop Agroenergia: Matéria-prima é considerado um importante fórum de discussões sobre matérias-primas para bioenergia e de oportunidades para produção de energias renováveis no Brasil. Segundo Denizart Bolonhezi, pesquisador do Polo Regional de Ribeirão Preto da APTA, o evento cobre uma lacuna que existia na reunião de informações de diversas culturas focadas na agroenergia. “A maioria dos eventos sobre agroenergia são específicos para cana-de-açúcar. O Workshop Agroenergia: Matérias-primas aborda, além da cana, culturas como sorgo sacarino, sorgo para biomassa e oleaginosas diversas, especialmente a soja, crambe, pinhão-manso e mamona”, afirma.

O evento foi criado com a finalidade de iniciar um fórum de destaque sobre novas opções de matérias-primas para a produção de energia, como resposta à crescente demanda dos biocombustíveis nos períodos em que o petróleo estava custando cerca de US$ 120,00 por barril.

“Inicialmente, procurávamos fomentar as discussões sobre as matérias-primas trazendo especialistas de outros centros, além de identificar novas linhas da pesquisa, para reunir competências e organizar, a partir disso, um grupo de pesquisa voltado para a agroenergia”, diz Bolonhezi.

O evento também busca mostrar o potencial das matérias-primas para produção de biomassa, discutir as barreiras comerciais, econômicas, políticas e sanitárias que possam impedir o avanço do programa energético brasileiro e nortear os avanços tecnológicos nas culturas potenciais para bioenergia, com ênfase na conservação dos solos e aspectos fitossanitários.

Serão apresentados ainda casos de pesquisa e desenvolvimento de matérias-primas para produção e uso de biocombustíveis, realçar a relação dos biocombustíveis e a questão ambiental e provocar a intensificação de consórcio de culturas, alimentos e energia. “Não existe um evento técnico para a divulgação e troca de experiências. Neste, eles podem fazer isto”, diz o pesquisador. Este ano, o foco deverá ser a cultura da soja no Estado de São Paulo e problemas fitossanitários como nematoides e Sphenophorus levis.

“Eventos como esse são importantes para atualizar o produtor rural, por meio da transferência de conhecimentos e tecnologias. Uma das recomendações do governador Geraldo Alckmin é justamente aproximar a pesquisa do homem do campo, a fim de melhor a qualidade de vida dele”, afirma Arnaldo Jardim, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Agroenergia

A agroenergia, ou bioenergia, é baseada no processo de conversão, ou seja, fermentação, queima, hidrólise, de grãos, biomassa vegetal, resíduos da agroindústria animal e florestal em energia concentrada na forma de biocombustíveis ou eletricidade. De acordo com Bolonhezi, os biocombustíveis são importantes porque reduzem a dependência dos combustíveis fósseis e diminuem o impacto sobre a concentração dos gases do efeito estufa, contribuindo para a qualidade do ar.

“A rigor, qualquer biomassa vegetal é passível de produzir energia, tanto para a produção de biocombustíveis, quanto para a cogeração de energia por meio da queima em caldeiras. Algumas são resíduos da agroindústria, como bagaço, cavaco de madeira e cascas, e outros são matérias-primas dedicadas, exclusivamente, para este fim. Todas, porém, são oriundas da agropecuária”, diz Bolonhezi.

Segundo o pesquisador, o Brasil é líder na produção de combustíveis renováveis. As culturas das matérias-primas podem ser produzidas em todo o território nacional, desde que o zoneamento agroclimatológico e as características do solo da região sejam consideradas. “O produtor pode escolher e procurar orientação de qual a matéria-prima mais adequada à sua região e avaliar a viabilidade econômica da exploração, para evitar frustações”, diz.

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