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Indústria têxtil: turbulência ou calmaria em 2017?

  • Escrito por  MARAISA LIMA
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Em 2016, o confeccionista brasileiro mais se pareceu com um canoísta, que precisou suar bastante a camisa para remar até aqui. Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) apontaram que, nesse ano, houve uma queda de 6,5% na produção têxtil e de 8,7% na de confecção, quando comparado a 2015. No varejo, os números são ainda mais pessimistas. Conforme a Confederação Nacional do Comércio de Bens (CNC), aproximadamente 100 mil lojas de confecção encerrarão a atividade em todo o País até o fim de dezembro.

Mas nem tudo está perdido. Segundo a empresa de Inteligência de Mercado (IEMI), existe a previsão de um crescimento residual de 0,9% na produção brasileira de peças de vestuário para 2017, algo em torno de seis bilhões de peças de roupas. Marcelo Prado, diretor da empresa, afirmou, durante lançamento da coleção de verão de uma grande industrial têxtil, que essa expansão refletirá nos primeiros sinais da retomada da economia brasileira. Entretanto, a expectativa da IEMI é de que o Brasil retome o crescimento no nível de 2010 (quando a economia cresceu 7,5%) só daqui a quatro anos.

Perspectiva de aumento nas vendas também é uma aposta do diretor-superintendente da Abit, Fernando Valente Pimentel: “Estamos realisticamente otimistas com uma recuperação de vendas para 2017”. Para o executivo, essa afirmação deve-se ao empurrão que as festas de fim de ano devem dar às confecções.

Pimentel acredita que a economia brasileira sofre as consequências da crise política que assola o País e imerge os brasileiros em águas turvas. Mas como reverter esse quadro de instabilidade econômica? Para o especialista na indústria têxtil, a rota da prosperidade para o setor demanda tempo e sabedoria por parte dos gestores, que deverão ser tecnicamente competentes, determinados e se dedicarem à condução do negócio das empresas.

Se os rumos da política permitirem, devemos ter um 2017 um pouco melhor para o ramo das confecções, mas ainda de concreta instabilidade na economia. Retornar a águas tranquilas, depois de navegar em mares turbulentos, é tarefa para comandantes que tenham expertise e paciência. Se depender da tripulação, enfrentar essa “onda”, que não é nem de longe uma “marolinha”, é um desafio totalmente possível.

Zuleir Spíndola é consultor comercial com 18 anos de experiência no mercado de confecção. Possui MBA Marketing e Inteligência Competitiva, é dono da TYR, empresa de consultoria em gestão comercial.

 

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