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Empresas e entidades discutem desafios dos recursos hídricos em São Paulo

  • Escrito por  Débora Moreno
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Reúso e reciclagem da água, financiamento sustentável da infraestrutura e seguro para secas e enchentes estão entre os principais temas de interesse;

Dado do 2030 WRG mostra que, em 2030, lacuna entre oferta e demanda de água no mundo será de 40% caso não haja mudança no gerenciamento do recurso

Encontro realizado em 11 de novembro, em São Paulo, reuniu órgãos públicos, entidades da sociedade civil e empresas para discutir o futuro da água e do saneamento no Estado de São Paulo. O evento introduziu no Brasil o trabalho do grupo de colaboração 2030 Water Resources Group (2030 WRG), criado em 2009 para promover diálogo transparente e impulsionar ações voltadas à preservação dos recursos hídricos.

A reunião aconteceu na sede na Dow, companhia parceira global do 2030 WRG. Para Renato Ramos, diretor para o Negócio de Águas da Dow na América Latina, poder reunir os principais atores do mercado de água tem sido um desafio que o evento conseguiu superar. “Ter um diálogo aberto envolvendo as diferentes partes é um passo fundamental para conseguir que o saneamento possa atender as necessidades da população e traga o benefício socioeconômico que tem sido protelado há décadas”, afirmou o executivo.

O evento foi aberto pelo secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo e Presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga. Na ocasião, Carlos Tucci, consultor do 2030 WRG, apresentou o resultado do levantamento feito pelo grupo no Estado de São Paulo com 36 representantes de entidades da sociedade civil, empresas e instituições públicas sobre a situação atual da água e principais desafios para os próximos anos. Na visão dos entrevistados, os pontos mais críticos são a pouca disponibilidade hídrica, falta de tratamento de efluentes, baixa eficiência no uso e reúso e limitações de conservação.

Diante desse cenário, o grupo identificou potenciais oportunidades de trabalho, que deverão ser executados em parceria com a sociedade civil, setores público e privado, por meio das seguintes plataformas: regulamentação do reúso e reciclagem da água, financiamento sustentável da infraestrutura e fontes de financiamento de planos de emergência devido à seca. A Secretária Adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Monica Porto, bem como representantes do Banco Mundial e da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram discussões sobre o tema.

Financiamento Sustentável da Infraestrutura de Saneamento

Devido ao aumento dos custos de saneamento, da coleta e tratamento de esgoto, foi discutida a necessidade de se encontrar novas formas de financiamento para a infraestrutura. O tema do financiamento sustentável foi apresentado no contexto mundial, como uma questão prioritária para as cidades da maior parte do mundo e parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, e local. As oportunidades nos setores de água e esgoto são promissoras, mas a falta de investimentos significativos na infraestrutura pode prejudicar o desempenho econômico. Num contexto de "escassez" de fundos públicos, as soluções sustentáveis deverão catalisar os fundos privados.

Reúso e Reciclagem da Água

Dentre essas três plataformas discutidas, o reúso de água foi uma das que atraiu maior interesse. Monica Porto comentou que, embora não haja impeditivo para se realizar o reúso não potável, uma vez que o mesmo já ocorre em diversas indústrias, uma legislação mais específica sobre o assunto se faz necessária para dirimir quaisquer dúvidas ou paradigmas, passo essencial para uma difusão mais abrangente no futuro. O Reuso foi apresentado como uma dentre uma serie de iniciativas que buscam melhorar a gestão de demanda por água no estado de São Paulo, apesar de ainda encontrar dificuldades relacionadas a regulamentação, problemas locacionais e custo. Uma resolução conjunta entre as Secretarias da Saúde, Meio Ambiente e Recursos Hídricos e Saneamento do Estado de São Paulo está em vias de aprovação.

Além da regulamentação, outro ponto que atrasa uma implementação maior do reúso é o financiamento de projetos. “Existem recursos e há iniciativas tímidas de abastecimento por fontes alternativas, mas as empresas não conseguem financiamento para seguir por adiante com elas. É preciso melhorar a gestão para que os recursos que estão disponíveis cheguem às empresas”, afirmou Percy Neto, Coordenador da Rede de Recursos Hídricos na CNI. Ele ressaltou que, desde 2009, a entidade reúne representantes da indústria para discutir a gestão da água. Hoje, mais de 500 profissionais integram comitês sobre o assunto.

Risco climático: financiamento para secas e enchentes

O terceiro tema enfatizou a necessidade de se desenvolver modos de financiamento para prevenção e mitigação durante eventos críticos, a fim de se aumentar a resiliência dos usos, da população e do meio ambiente. Ressaltou-se que os eventos dos últimos quatro anos, como a seca no Sudeste do Brasil, principalmente em São Paulo e atualmente no Espírito Santo, e o rompimento de barragem da Samarco em Mariana, mostraram que o país não apresenta medidas preventivas a eventos críticos. A questão colocada para discussão foi como desenvolver um mecanismo de recuperação de custo das ações de prevenção e mitigação necessárias para garantir a segurança hídrica.

Na parte da tarde, os participantes do Workshop discutiram os temas apresentados, com foco nas principais dificuldades e oportunidades relacionadas a cada tema. Foi ressaltada a importância de se atingir resultados concretos e de se incluir mais atores na busca de soluções.

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